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NOCTURNA

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encontram, e as decorações enigmáticas nas paredes, são os três elementos estruturantes em torno dos quais o suspense se desenvolve. Desse purgatório onde não é possível escapar, só o reconhecimento dos pecados cometidos permite antever uma resposta pessoal à grande questão sobre se há vida depois da morte. Um filme inteligente, capaz de despertar interrogações e suscitar discussões, o que é um dos grandes encantos do cinema apresentado em festivais.
 “Afterdeath” foi o merecido vencedor da secção Dark Visions do Nocturna, um espaço onde o festival se propõe revelar olhares diferenciadores, novos caminhos para o fantástico. Numa época em que se nota algum esgotamento das tropes clássicas do terror e do fantástico e uma repetição até à exaustão do modelo dos filmes de culto, é natural que o público valorize a inovação e a criatividade. Se a vida post-mortem tem sido um filão para zombies e outras assombrações, a proposta de Gez Medinger e Robin. 
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 “Afterdeath” foi o merecido vencedor da secção Dark Visions do Nocturna, um espaço onde o festival se propõe revelar olhares diferenciadores, novos caminhos para o fantástico. Numa época em que se nota algum esgotamento das tropes clássicas do terror e do fantástico e uma repetição até à exaustão do modelo dos filmes de culto, é natural que o público valorize a inovação e a criatividade. Se a vida post-mortem tem sido um filão para zombies e outras assombrações, a proposta de Gez Medinger e Robin Schmidt, integra no universo do fantástico uma visão mais meta-física e religiosa desse limiar temporal entre este mundo e o outro, pemitindo dois níveis de leitura, um mais próximo dos fãs do género e outro a um nível mais teológico. Uma discoteca superlotada vai ser a antecâmara de entrada numa noite perpétua. Este limbo é um lugar isolado, estranho e cinzento, onde cinco mortos-vivos vão tentar descobrir a razão da sua presença e o destino que os espera. Entre esta vida e a outra, nesse lugar se decide a redenção ou a condenação. Filmado com estrema sobriedade cromática e de paisagem, Afterdeath inova a visão de um qualquer purgatório onde as memórias, os lugares e as pessoas do nosso passado confluem, e onde é possível corrigir os desmandos da vida anterior. O despojamento de uma paisagem à beira-mar, a claustrofobia de uma casa onde estas almas perdidas se encontram, e as decorações enigmáticas nas paredes, são os três elementos estruturantes em torno dos quais o suspense se desenvolve. Desse purgatório onde não é possível escapar, só o reconhecimento dos pecados cometidos permite antever uma resposta pessoal à grande questão sobre se há vida depois da morte. Um filme inteligente, capaz de despertar interrogações e suscitar discussões, o que é um dos grandes encantos do cinema apresentado em festivais.
 “Afterdeath” foi o merecido vencedor da secção Dark Visions do Nocturna, um espaço onde o festival se propõe revelar olhares diferenciadores, novos caminhos para o fantástico. Numa época em que se nota algum esgotamento das tropes clássicas do terror e do fantástico e uma repetição até à exaustão do modelo dos filmes de culto, é natural que o público valorize a inovação e a criatividade. Se a vida post-mortem tem sido um filão para zombies e outras assombrações, a proposta de Gez Medinger e Robin.

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